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SINO Lane Tracker Edição 24

setembro de 2026 · edição mensal

América Latina reajusta preços, e Ibéria é a única rota na direção contrária

Em vinte e quatro das vinte e seis rotas monitoradas, o frete marítimo para 40GP ficou mais alto neste mês. Apenas Espanha e Portugal registraram queda. China → Colômbia subiu 82,0%, Brasil e Argentina avançaram 54,2% para US$ 8.190–10.010, Chile e México aumentaram 46,0% — e seis desses valores são cotações reais de mesa, não extrapolações.

Análise do mês

Reajuste na América Latina; Iberia é a única rota em queda

Leia a matéria

26 rotas 9 com comentários Publicado em 1 de setembro de 2026 Metodologia v1 JSON RSS Citar Solicitar preço → Nota de mercado mais recente →

Tendência por região · média marítima 40GP vs mês anterior

LATAM
+54,4%
7 rotas
Iberia
-13,1%
2 rotas

Atlas · marítimo 40GP mês a mês

As 26 rotas no mapa

Cada ponto representa um país de destino. A cor mostra a variação mês a mês do marítimo 40GP. Pontos maiores indicam as 9 rotas que acompanhamos e comentamos mensalmente. Clique em um ponto para ver tarifas e tendência.

  • Alta > +5% mês a mês
  • Neutro ±5%
  • Queda < −5% mês a mês
  • Sem dados
  • Rota comentada

26 Pontos representando países de destino estão no mapa. A cor mostra a variação mês a mês. Para navegação por teclado, utilize a tabela de dados mais abaixo.

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Nota do editor · setembro de 2026

América Latina reajusta preços, e Ibéria é a única rota na direção contrária

Em vinte e quatro das vinte e seis rotas monitoradas, o frete marítimo para 40GP ficou mais alto neste mês. Apenas Espanha e Portugal registraram queda. China → Colômbia subiu 82,0%, Brasil e Argentina avançaram 54,2% para US$ 8.190–10.010, Chile e México aumentaram 46,0% — e seis desses valores são cotações reais de mesa, não extrapolações.

Equipe responsável por esta edição

  • Ethan WuEthan WuGerente de Marketing da SINO ShippingHong Kong
  • Found ChenFound ChenEspecialista em Comércio Estratégico da SINO ShippingShenzhen
  • Ruby LuRuby LuEspecialista de Mercado América do Norte e Oceania na SINO ShippingShenzhen

A diferença entre cotação real e extrapolação é o ponto central da análise deste mês, pois em agosto alertávamos justamente para o cenário oposto. Colômbia, Brasil, Argentina, Equador, Chile e México vieram com cotações de mesa nesta edição — seis números independentes apontando na mesma direção. No mês passado, destacamos que a Aliança do Pacífico precisava de um mês limpo para que o salto fosse interpretado como novo patamar, e não apenas uma recuperação após a suspensão da leitura de julho. Esse mês chegou e a rota não voltou ao nível anterior: subiu novamente, cerca de metade do aumento anterior. Colômbia em US$ 8.190–10.010 já representa um valor de mercado, não mais um ajuste nos nossos dados.

O fator principal neste mês é a capacidade, não a demanda latino-americana. Dois tufões consecutivos deixaram o Porto de Shanghai com tempo médio de espera de navios em 4,42 dias, afetando mais de 2,4 milhões de TEU em toda a Ásia Nordeste, e as companhias realocaram navios para proteger a confiabilidade das rotas principais. Onde a demanda era suficientemente fraca para absorver esse impacto — como na rota Ásia-Europa, que já acumula sete semanas seguidas de queda nas tarifas — os preços se mantiveram ou recuaram. Já nas rotas com volumes ainda firmes no terceiro trimestre, a restrição de capacidade se refletiu diretamente nos valores. Por isso, Espanha caiu 19,1% e Portugal 7,0%, chegando a US$ 4.185–5.115, enquanto Colômbia subiu 82% na mesma tabela. Para o importador que opera programas tanto na Península Ibérica quanto na América Latina a partir da China, este é o mês em que os dois orçamentos deixam de andar juntos, e qualquer estimativa combinada vai errar nos dois lados. No aéreo, o alívio é menor do que o habitual: Brasil está em US$ 9,60/kg e Colômbia em US$ 9,50, reduzindo a diferença para o marítimo, mas sem fechar o gap; América Central e Caribe seguem em US$ 14,19–14,38/kg.

Dois pontos sobre nossos próprios números: Peru e Bolívia apresentam tarifas de US$ 5.811–7.125, uma alta de 49,2%. Esses valores são estimados, não cotados diretamente — no mês passado, optamos por desviar essas rotas da Aliança do Pacífico, já que os mercados de referência estavam se recuperando da leitura retida de julho; agora, com duas cotações claras, esse desvio não é mais necessário. Os mercados da América Central e Caribe nesta tabela também são estimados; quando não há cotação para um destino, informamos isso, em vez de usar uma média regional como referência. O calendário, porém, é o fator decisivo: o Festival do Meio do Outono e a Golden Week acontecem em sequência, as fábricas chinesas encerram as operações por volta de 20 de setembro, restando cerca de quinze dias úteis para embarcar os estoques do quarto trimestre — em uma origem ainda lidando com atrasos, um programa ativo de blank sailings e armadores que acabam de registrar um aumento de 58,2% no lucro operacional trimestral em relação ao ano anterior, sem motivos para conceder descontos de espaço. Em uma rota que acaba de reajustar entre 46% e -82%, um booking que é adiado não resulta em uma tarifa pior. O custo é perder o trimestre.

Acompanhe no próximo mês

  • América Latina reajustou para cima por dois meses seguidos com cotações limpas. Uma terceira leitura vai mostrar se US$ 8.190–10.010 é o novo patamar ou apenas o topo de um excesso.
  • Espanha e Portugal se desvincularam do quadro latino-americano. Se continuarem caindo após a normalização do backlog em Xangai, será o teste definitivo da fraqueza da demanda Ásia-Europa.
  • Peru e Bolívia voltam ao cálculo da Aliança do Pacífico após um mês de desvio. A próxima leitura deve acompanhar de perto o Chile; se não acompanhar, será preciso reavaliar o agrupamento regional.
  • O frete aéreo para Caribe e América Central segue em US$ 14,19–14,38/kg enquanto o marítimo sobe. Se o marítimo continuar subindo, a diferença diminui e o aéreo passa a ser opção real em rotas onde não era durante o ano.
  • A primeira leitura de outubro será o primeiro dado limpo sobre demanda desde julho, assim que backlog de Xangai e paralisação da Golden Week forem resolvidos juntos.

Por Equipe SINO Shipping

Leia a análise do mês: setembro de 2026

Este mês

8 destaques principais

Destaques · este mês

3 maiores altas ↑ · 3 maiores quedas ↓ · 2 destaques narrativos · renovação mensal

Tendência 12 meses · média marítima 40GP

Evolução por região, média marítima 40GP

Cada linha representa uma região. Passe o mouse sobre o gráfico para ver os valores mensais. Use para identificar mudanças estruturais por trás dos destaques do mês.

US$ 1.970 US$ 3.645 US$ 5.321 US$ 6.996 US$ 8.672 -11m -8m -5m -2m setembro de 2026

    Ver tabela de dados
    Média marítima 40GP em USD nos últimos 12 meses, por região
    Mês LATAM Iberia
    11 meses atrás US$ 2.432 US$ 3.863
    10 meses atrás US$ 2.868 US$ 4.275
    9 meses atrás US$ 2.805 US$ 3.250
    8 meses atrás US$ 2.450 US$ 3.913
    7 meses atrás US$ 3.100 US$ 3.388
    6 meses atrás US$ 3.648 US$ 3.150
    5 meses atrás US$ 3.964 US$ 3.688
    4 meses atrás US$ 3.719 US$ 3.200
    3 meses atrás US$ 4.983 US$ 5.280
    2 meses atrás US$ 5.609 US$ 6.525
    1 mês atrás US$ 5.319 US$ 5.375
    setembro de 2026 US$ 8.210 US$ 4.650
    • LATAM
    • Iberia
    Movimento

    Maiores variações — marítimo 40GP

    Maiores altas

    Marítimo 40GP vs mês anterior
    • Buenaventura main gateway, Caribbean access via Cartagena

    • Uruguai
      +54,3%
    • Buenos Aires gateway — commodity exporter, FX-volatile demand cycles

    • Brasil
      +54,2%

      Largest LATAM gateway — Santos congestion + China auto manufacturing investment surge

    • Cuba
      +54,2%

    Maiores quedas

    Marítimo 40GP vs mês anterior
    • Espanha
      -19,1%

      Algeciras / Valencia hub for Iberia + North Africa transshipment

    • Sines deepwater port, Atlantic gateway for re-export to Africa + Americas

    • México
      +46,0%

      Nearshoring beneficiary — Manzanillo + Lazaro Cardenas + US-Mexico trade corridor

    • Chile
      +46,0%

      Copper exporter / lithium triangle gateway via Valparaiso

    • Panamá
      +46,0%
    Cobertura

    Todas as 26 rotas com origem na China

    ★ indica as 9 rotas acompanhadas pela redação.

    ← role para ver todas as colunas →

    Comparar 12 m Expandir linha
    Rota acompanhada pela redação. Argentina
    US$ 8.190–10.010 US$ 10,00 US$ 15,49 — +54,2%
    Bolívia
    US$ 5.811–7.125 US$ 11,79 US$ 20,11 — +49,2%
    Rota acompanhada pela redação. Brasil
    US$ 8.190–10.010 US$ 9,60 US$ 15,20 — +54,2%
    Rota acompanhada pela redação. Chile
    US$ 6.570–8.030 US$ 9,80 US$ 15,69 — +46,0%
    Rota acompanhada pela redação. Colômbia
    US$ 8.190–10.010 US$ 9,50 US$ 15,03 — +82,0%
    Costa Rica
    US$ 3.989–4.805 US$ 14,19 US$ 23,99 — +46,0%
    Cuba
    US$ 19.338–23.637 US$ 14,38 US$ 23,02 — +54,2%
    El Salvador
    US$ 3.989–4.805 US$ 14,19 US$ 23,99 — +46,0%
    Rota acompanhada pela redação. Equador
    US$ 8.190–10.010 US$ 10,40 US$ 16,46 — +49,2%
    Rota acompanhada pela redação. Espanha
    US$ 4.185–5.115 US$ 4,20 US$ 7,55 US$ 7.470–9.130 -19,1%
    Guatemala
    US$ 3.989–4.805 US$ 14,19 US$ 23,99 — +46,0%
    Guiana
    US$ 9.109–11.043 US$ 10,12 US$ 17,25 — +54,2%
    Haiti
    US$ 14.719–17.925 US$ 14,38 US$ 23,02 — +54,2%
    Honduras
    US$ 3.989–4.805 US$ 14,19 US$ 23,99 — +46,0%
    Jamaica
    US$ 14.719–17.925 US$ 14,38 US$ 23,02 — +54,2%
    Rota acompanhada pela redação. México
    US$ 6.570–8.030 US$ 8,30 US$ 16,81 — +46,0%
    Nicarágua
    US$ 3.989–4.805 US$ 14,19 US$ 23,99 — +46,0%
    Panamá
    US$ 3.989–4.805 US$ 14,19 US$ 23,99 — +46,0%
    Paraguai
    US$ 8.310–10.133 US$ 10,27 US$ 17,36 — +54,2%
    Rota acompanhada pela redação. Peru
    US$ 5.811–7.125 US$ 11,79 US$ 20,11 — +49,2%
    Rota acompanhada pela redação. Portugal
    US$ 4.185–5.115 US$ 4,80 US$ 8,63 — -7,0%
    República Dominicana
    US$ 14.719–17.925 US$ 14,38 US$ 23,02 — +54,2%
    Suriname
    US$ 9.109–11.043 US$ 10,12 US$ 17,25 — +54,2%
    Trinidad e Tobago
    US$ 14.719–17.925 US$ 14,38 US$ 23,02 — +54,2%
    Uruguai
    US$ 7.629–9.338 US$ 12,53 US$ 20,23 — +54,3%
    Venezuela
    US$ 9.109–11.043 US$ 10,12 US$ 17,25 — +54,2%
    Metodologia

    Como construímos o índice.

    01 · Fonte dos dados

    As tarifas são as medianas mensais da SINO Shipping em 26 rotas saindo da China — a tabela de um único agente de carga, não um índice de vários armadores. FCL, LCL, aéreo, ferroviário e expresso cotados na mesma semana todo mês.

    02 · Abrangência

    Nas 8 rotas que cruzam com FBX ou Drewry WCI, publicamos a diferença em relação ao índice público. Nas rotas de mercados emergentes sem referência pública, não há dados comparáveis — essa é justamente a lacuna que o tracker cobre.

    03 · Periodicidade e ajustes

    Publicado todo mês, na última semana, na metodologia v1. Ajustes relevantes ficam registrados no changelog da página de metodologia; edições anteriores permanecem congeladas nos valores publicados.

    Metodologia completa

    Imprensa e dados

    Citando este arquivo ou buscando o analista responsável?